Breve análise do filme (Uma Professora)

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Por Hélio Aguiar

Diana é uma professora do ensino médio, que se relaciona com um dos seus alunos, Eric. O filme não demora muito para chegar acontecer as vias de fato e do relacionamento entre eles dois que começa na escola. Inicia o enredo Eric flertando na sala de aula com Diana, sua professora de inglês, ela não resiste ao charme do jovem e daí para frente começa o desenrolar da trama. A trilha sonora é o que torna o filme mais tenso, é um filme que não tinha porquê ter todo esse suspense, mas acho que a boa razão do diretor do filme criar todo esse suspense, é que a personagem que quebra as regras do relacionamento professora x aluno é uma mulher. Geralmente estamos acostumados a ver o papel do homem no lugar de Diana, no cinema ou na vida real mesmo, pois a mulher prefere se resguardar mais diante desses fatos, e as mulheres assumem este papel num relacionamento, razão porque a sociedade é impregnada pelo machismo. Porém, não é novidade que está havendo uma certa revolução pelas militantes feministas nos tempos atuais. Tanto na vida real, quanto nos filmes e séries, a mulher passa a assumir o papel que antes era do homem, acaba passando a ser incorporado pelas mulheres, um bom exemplo que demonstra isso, aqui no Brasil mesmo, é de um dos episódios do Porta dos Fundos, que levanta este tipo de provocação, de uma mulher que passa pela rua e dá uma cantada num pedreiro, o diretor ousou, e para alguns(as) mais conservadores(a) não foi digno de admiração, mas para outras(os) foi uma grande conquista, um passo a frente para a revolução neo-feminista. 

Voltando ao filme, Diana é o tipo de mulher que assume o papel que não é nada feminista, ela é submissa a Eric, tenta se conservar ao máximo para não deixar escapar o relacionamento que ela tem com o aluno. No espaço de tempo que ela está sozinha, o filme é entorpecido por um tambor hipnótico e torturante, batuques da trilha sonora parecem rondar a cabeça de Diana, e deixa o espectador experimentar o que é mesmo a quebra de um tabu tão delicado  que ela rompe, ela também se afunda em constantes paranóias e culpa, isso também acontece em algumas cenas em que ela está tentando transar com o Jovem Eric, que atrapalha e interrompe o ato sexual entre eles.

O que me chamou mais atenção neste filme, é que parece ser uma alerta para a sociedade e, o que é realmente quebrar um tabu tão eminente e forte, nos deixa a pergunta: será que é legal mesmo quebrar as regras da sociedade para uma satisfação de um desejo fugaz, possessivo e viciante, as vezes animal? Ou melhor seguirmos à linha da razão e sermos mais prudentes? Um excelente filme para os anarquistas, ou não anarquistas, assistirem e pensarem sobre o tema, pois a culpa de Diana toma conta de quase todo o enredo do filme. É um convite também para os estudantes de psicologia e psicólogos.